"O sentido está nos sentidos. Nada mais óbvio, nem mais bonito."

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tudo certo como 2 e 2 são 5!

Um lindo dia de domingo e eu infeliz.
Sabe aquela sensação de achar que TODOS são felizes menos você? Pois é, foi o que eu pensei hoje. Todos estão sorrindo, de férias, loucos para a chegada do Natal e do ano novo, cheios de novos planos seja para a faculdade, pro namorado ou para os amigos, enfim, todos cheios de perspectivas ... E eu? Bem, eu também tô cheia. Mas não é de perspectivas, nem de alegria, nem mesmo de planos. Tô cheia da minha rotina, incluvise de mim! Preciso me esvaziar, preciso ser mais "qualquer coisa", menos eu. Eu sou muito Monique, sou Monique em exagero, não me permito ser mais ninguém a não ser a Monique. É, isso pode ser bom. Mas não está sendo, pelo menos não agora. Na verdade, eu queria ser muita gente nesse momento. E nem precisa ser famosa não, basta estar sorrindo e de bem com a vida, isso já é o bastante para eu querer mudar de identidade com essa pessoa. Existe uma reflexão que não sai da minha cabeça: Felizes são aqueles que colocam a felicidade acima do sucesso! Aqueles que acham que felicidade é sinônimo de sucesso estão quase sempre quebrando a cara por aí e se lamentando. Eu quero ser assim, quero enxergar felicidade no simples bem-estar e não trocá-lo por sucesso nenhum. Mas é difícil, viu! Mudar uma cabeça com idéias fixas como a minha, é trabalho árduo. E só de pensar em trabalho árduo, começo a preferir me manter assim, até que eu tenha minhas forças renovadas para lutar por alguma coisa. Fico me perguntando: Será que no dia 2 de novembro de 2006 eu estava tomando uma decisão correta? E será que no dia 23 de janeiro de 2007 eu descobri que meu esforço foi recompensado ou será que era simplesmente o começo da prestação de contas por algo muito grave que eu possa ter cometido anteriormente? Será que ao exercer a minha liberdade de escolher o que eu acho que é melhor pra mim eu acabei escolhendo o pior e agora ao invés de liberdade eu vivo numa escravidão? Não sei, mas confesso que às vezes me sinto escrava. Escrava da responsabilidade, escrava da minha insegurança, escrava do meu orgulho. Orgulho que me faz ser o que eu não quero ser, não durante um bom tempo.

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